São Bernardo recebe um amigo… Moacyr Pinto da Silva
por Geanete
É com grande alegria que recebemos e transmitimos a notícia que o Moacyr, amigo de longa data, desde os tempos universitários quando cursávamos a faculdade de Filosofia Ciencias e Letras de Sto André/SP – Fundação Sto André, lança a partir do dia 15 de agosto próximo seu livro das sagas de um estudante, professor e sociólogo - Conto de Vista - que contrariando a lógica social realiza um caminho diferente daqueles que vêm na vida apenas um caminho para o acúmulo financeiro.
Com boas oportunidades sócio-econômicas por sua capacidade administrativa e intelectual, o Moacyr não se afastou dos seus objetivos sócio-culturais da juventude. Pelo contrário, apenas os aprofundou através de práticas e experiências.
Junto com outros amigos, que por incrível que pareça permanecem amigos contantes de parcerias não só literárias como também musicais desde os dias estudantis até os dias presentes – caso quase inédito no meio estudantil – o recebemos com carinho e admiração pela sua trajetória no próximo dia 25 de agosto.
Saudações Moacyr Pinto da Silva que de São Bernardo chegou a Remanso/BA em tempo de vê-la de pé pouco antes de submergir sob as águas futuras de Sobradinho. Que da caatinga que encobre e castiga o povo nordestino chegou às praias da eterna e bela Fotaleza/CE, onde hoje, após quase 3 décadas de sua estada por lá, o povo consome a água salobra que tomou conta dos leitos freáticos da outrora fértil terra.
Saudações, Moacyr! Que voltando após seu Mestrado na Universidade do CE, já por aqui em nosso grande ABC, se apropria das causas públicas e em seu caminho sem volta chega em São José dos Campos onde acompanha os consagrados movimentos operários, acessorando-os nas estratégias bem sucedidas da época em que a CUT costurava tais movimentos em pról de um governo popular do povo para o povo. Logo depois, aprofundando suas experiências e contribuições junto à Câmara Estadual de SP, retorna à Educação, administrando-a em São José/SP.
Que seu livro não conste apenas das listas enormes para estudos literários dos meios acadêmicos, mas sim das estantes e/ou mesinhas dos que querem saber e fazem a história viva do nosso momento.
Que suas futuras obras se esmerem na transmissão do saber histórico vivido.
Não sei porque me lembro neste instante de uma autora, caso não me falhe a memória, Chungarra ou Maria…de… mulher de minerador boliviano que no final da década de 70 ou início da década de 80 ganhou um prêmio internacional da mulher por ter tido sua história e obra “Se me deixam falar” registrada por uma escriba e editada como uma história viva e contemporânea.
Não a lembro por comparar o tipo de escrita da mineradora Maria com a do professor Moacyr, o que não seria demérito para nenhum dos dois, mas sim por lembrar que a história se faz de homens vivos e atuantes, de homens honestos e idealistas.
Parabéns, amigo!
Ge-silícia

