Noel, o Sulfúrico ou o Cardíaco, já se foi…vem 2008!
Foi tudo tão rápido! Sim, alegre. Mas muito rápido.
A espera, o corre-corre contra o tempo que anda mais rápido que o relógio neste milênio de 2007, a espectativa dos reencontros…tudo caminhou tão depressa contrariando a ordem dos desejos que ficou um gosto de que ainda está por vir a noite mágica que transforma todos os “homens” em homens bons, independentemente do que tenha feito e acumulado em seu pacote. Assim como a doce burguesia vê o Natal.
A noite de comemoração do início do cristianismo com o nascimento do menino Jesus torna-se única e exclusiva se reviver o código cristão de honra, ética e fraternidade entre os homens. Pontuando hoje, necessariamente, a fraternidade.
Há muito, ou desde sempre, que o homem não vem praticando de forma expontânea a ética, deixando-se levar pelas paixões materiais, mentais ou idealisadas, porém “paixões”. Mas, se analisarmos a proporção do número de pessoas e grupos que fazem o “voluntariado” e como têm se multiplicado em cadeia nestas datas especiais, dá para crer que o natal ainda tenha a possibilidade de se transformar entre as pessoas de “boa vontade” em um momento de exercer mais firmemente a fraternidade cristã, budista, xamanista, ou tantos outros “istas” criados por nossos havatares.
Isso é bom. É um dos caminhos. Há outros caminhos, mas nesta data de 25 de dezembro, com certeza, este é o caminho: o da fraternidade.
A fraternidade dos re-encontros; a fraternidade do divisível; das possibilidades…
Então, estava escrevendo sobre este momento que está ficando tão curto em relação às espectativas que criamos depois dos meios de comunicação nos bombardearem com suas propagandas por quase dois meses de antecedência da chegada do bom Noel e me vieram algumas imagens. Lembro-me de quando ainda muito pequena, meu pai, seus irmãos, seus amigos cunhados, cunhadas e sobrinhos acreditavam na união “fraterna” da família – não, não sou pela TFP – , em sua maioria de origem européia como o cristianismo. Outras imagens se sobrepõe…como a da alegria dos primos da minha geração ao se encontrarem para comemorar… comemorar “nós”, “nosso encontro”, nossa liberdade de passarmos a noite até o sol amanhecer sem repreensões!!! tudo em nome de “Noel”.
Não, não ganhávamos celulares, nem PC”s, nem carros, nem viagens…só ganhávamos a alegira de passarmos muitas horas juntos. Conforme o dia da semana em que caia o dia 25 de dezembro podiamos nos ver por dois a três dias seguidos e com a mesa farta pelo carinho de nossas mães. E isso era bom. Sim, com certeza foi muito bom.
Qual será o destino da Rua 25 de Março em SP? será que ela consegue sobreviver a tantos mais natais? e os aeroportos? será que dão conta de tantos natais levando e trazendo os migrantes deste continente chamado Brasil?
E quando os celulares já estiverem em todas as mãos dos quase 180 milhões de brasileiros? o que será das casas Bahia, da Tim ou da Vivo, e por que não da Claro?
Morram as tiranias “global”, mas não morra nossa emoção de um abraço amigo!
Morram as ofertas das concorrentes, mas não morram as flores deste Natal farto de desigualdades, mas repleto de amores revividos.
Morram os analistas “global”, mas não morra o poeta.
Morram as diferenças e as necessidades pessoais, mas nasçam tantas estrelas para cada uma dessas mortes necessárias à continuidade da noite de Natal!
“O homem é feito também dessas divergências: entre o ser e o não ser, está um pinheirinho de natal em frente a mim”. Ge

