Um momento especial entre tantos outros especiais…
Hoje, não falo da festa maravilhosa que aconteceu neste último domingo aqui em Santo André entre os amigos do Sítio de Tangará, Faculdade de Santo André (1971 – 1977) e de todos que foram se incorporando e nos incorporando por quase 4 décadas, até hoje em 2010 quando nossos filhos e netos fazem parte deste círculo.
As imagens muito vivas ainda não me deixam encontrar as frases que possam registrar o que aconteceu de mágico neste domingo, 18 de julho. Mas um dos momentos entre tantos se destaca em meu coração, minha mente.
Tantas canções, passagens e causos relembrados naquele momento raro dos amigos homenageando o amigo Saulo. Por quase 3 horas, o apresentador escolhido dentre nós,
Élcio Thenório – uma estrela entre tantas estrelas presente - manteve aceso o brilho dos seus olhos.
Desde o início das homenagens, me chamou a atenção a forma entusiasta, descontraída e extremamente íntima com que Élcio conduzia a festa e se dirigia aos velhos amigos -todos de cabelos brancos, mesmo tendo sido o mais jovem da turma na década de 70. Como o próprio Élcio disse, ele ainda moleque entrou pro grupo no qual nós, os amigos do sítio de Tangará, já cursávamos a Faculdade, pólo desta grande família.
Uma das imagens, prá mim uma das mais singelas, não teve como eu registrar a não ser em minha memória. Ei-la:
- No palco, mais uma homenagem. Agora, uma canção inédita, feita há dias ao amigo Saulo. Dedo e Zeca, apelidos carinhosos de Edélcio e Edson, cantam o amigo Saulo. Lembram em seus versos o grande herói que Saulo é prá muitos de nós e que como Macunaíma simboliza aquele que dá voltas na vida e vence, a vida.
Todos os ouvidos e olhos voltados ao palco. Mas em um breve desvio do olhar, eu vejo sentado ao lado de seu pai, o velho poeta Thenório, o Élcio que também é Thenório como o Dedo, transbordando brilho nos olhos. Seus olhos com intensa vibração parecem crer que o próprio Macunaíma esteja ali, presente no ritmo e na poesia da canção que canta o guerreiro comum à maioria dos brasileiros na luta pela sobrevivência, saudando o Saulo como constelação de primeira grandeza no Universo dos cantores poetas.
O brilho de um Fosfórico como Élcio, normalmente é por curto espaço de tempo como a luz de um fósforo. Élcio contradisse essa regra mantendo e irradiando sua luz por toda a homenagem do amigo. Ele deve ter sentido e transmitido a energia viva, somada e repartida a cada um de nós em em partes iguais. Sim, todos emocionados, afagados e energizados por tantos abraços calorosos que demos e recebemos.
Parabéns Élcio! Com certeza você fez a diferença. Geanete

