Ao amigo distante I – Se de repente …
Se de repente se souber que apenas a ilusão do homem fez com que ele se imaginasse um espírito eterno,
Se de repente se souber que os sons mágicos de um concerto nada mais foram do que interpretações cerebrais individuais no vácuo,
Se de repente se tiver a certeza de que a imagem da lua dos poetas nada mais foi do que uma imagem criada por nossos olhos mentais,
Se de repente se souber que tudo por aqui é pura imaginação, tela projetada de um curto espaço de tempo onde nos imaginamos cientes de nós…
Se de repente tivermos a certeza que tudo foi um pensamento, restará em nosso imaginar o tempo em que pensamos ser e estar presentes; os instantes mágicos que unidos pelo abraço, na respiração deixamos de ser dois e tivemos o mundo em nós.
Esses instantes loucos presentes em nosso pensar, se tudo de repente nada foi, nada é, apenas luz projetada, luzes estelares que ao se findarem aqui já não estaremos… Estrelas, luz, demoram anos luzes para sumirem no espaço… então, nada a temer.
Não veremos nossas imagens projetadas, luzes no espaço, se apagarem porque juntos apagaremos, com o universo…
Então, não há o que te temer… Podemos continuar a imaginar que nossos sentimentos são eternos. Geanete
“Não se percam nestes sons contagiantes…será que imaginários?!”

