Contra H1N1, Cuba distribui remédio homeopático
Do jornal R7:
Unidades de saúde no país tratam toda a população com medicamento oferecido em gotas
O ministério da saúde de Cuba está aplicando em todos os cidadãos um complexo homeopático produzido na ilha contra a gripe A e doenças respiratórias em geral, para estimular a “resposta” imunológica da população.
O produto, cujo nome comercial é NoDegrip, é elaborado nos laboratórios do Instituto Finlay de Cuba e indicado como tratamento preventivo contra a dengue, a gripe epidêmica e outras doenças virais, segundo o prospecto ao qual a Agência Efe teve acesso neste sábado (9).
O documento acrescenta que o uso de NoDegrip pode ser “altamente efetivo em condições de alto risco epidêmico”. Em sua elaboração, são misturadas substâncias homeopáticas e componentes da vacina contra a gripe estacional. As autoridades cubanas ordenaram a receita do produto para toda a população, por meio de postos de atendimento básico.
Durante três dias seguidos, os cubanos vão ao consultório, cada um com sua própria colher, para receber uma dose de cinco gotas, que voltam a ser administradas após uma semana para completar o efeito preventivo. Embora a dose só tenha qualidades homeopáticas, popularmente fala-se em “vacina” contra a gripe A.
"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."
Procedimento de Acupuntura pelo SUS cresce mais de 120%
Amigos terapeutas, leiam após meu texto a notícia abaixo publicada hoje na UOL.
Há tempos atrás fiz uma análise com os amigos terapeutas mais próximos que o futuro das Terapias Alternativas: legalização e acesso a todos, conforme artigo abaixo seria o futuro em nosso país.
Fico contente com que isso esteja acontecendo bem antes do que previa. Por certo, continuarão clinicando alguns papas das Terapias Alternativas que já têm uma clientela fiel, normalmente das classes sociais mais altas.
Sei também que infelizmente muitos de nós que ainda não tínhamos clientela formada talvez percamos o campo de possível atuação. Porém, como socialista que sou, não posso deixar de reconhecer que por certo já temos muito mais pessoas das classes populares frequentando e se beneficiando da ciência contida nas Terapias Alternativas do que podiamos imaginar.
Não me iludi em poder me especializar e atuar na área terapêutica com as especialidades de Acupuntura, Homeopatia e Florais não tendo formação oficial em algumas das áreas da saúde já reconhecidas como pré-habilitação ou requisito para o exercício de Terapêutica Holística.
Ao fazer cursos livres na área das Terapias Alternativas, sempre, apesar de ter me dedicado ao máximo neles, falava sobre a necessidade de termos Faculdades e/ou Universidades reconhecidas e regulamentadas para a formação acadêmica de Terapeutas.
Ainda sonho com essa realização e, possivelmente, quando ela acontecer serei uma de suas primeiras alunas apesar das minhas décadas de vida.
Sim, sim, já temos alguns cursos funcionando em determinadas instituições, mas ainda não são Universidades totalmente voltadas às terapias alternativas com formação totalmente adequadas ao que se propõem.
De qualquer forma foi preciso que muitos terapeutas se arriscassem por mais de três décadas para que a considerada comunidade científica do país reconhecesse as milenares técnicas como científicas e até a pleiteiem para si.
Homenagens a esses dedicados Terapeutas, precursores da saúde holística no país.
Mas esse foi um caminho. Um caminho que, iclusive, o atual governo ousou acreditar e transformar em lei.
O Brasil é mesmo um país surpreendente. De altos e baixos. Mas realmente interessante. Geanete
UOL/Ciência e Saúde 05/01/2010 - 11h42
Da Agência Brasil
Dados do Ministério da Saúde revelam aumento no número de procedimentos de medicina não convencional (acupuntura, homeopatia, plantas medicinais e fitoterapia) no Sistema Único de Saúde (SUS). De 2007 para 2008, as consultas de acupuntura, por exemplo, cresceram 122,7% , passando de 97.240 sessões para 216.616.
No caso das práticas corporais, que incluem tai chi chuan e lian gong, o crescimento foi de 358% nos últimos três anos, de acordo com o ministério.
A coordenadora da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), Carmen De Simoni, aponta três fatores para a expansão da medicina não convencional dentro da rede pública de saúde: a criação da política, em 2006, que incluiu procedimentos antes não existentes no SUS ou ainda pouco utilizados, a divulgação das práticas visando acabar com o estigma em relação à medicina não convencional e o incentivo aos profissionais para a adoção desses procedimentos.
“Houve estímulo aos profissionais que já estavam no SUS, que são homeopatas e acupunturistas, a colocarem à disposição do sistema esse conhecimento”, disse a coordenadora à Agência Brasil.
Além disso, o governo federal aplicou recursos maciços na ampliação da medicina alternativa. Na homeopatia, o investimento saiu de R$ 611,3 mil, em 2000, para R$ 2,9 milhões, em 2008, incremento de cerca 383%. Em acupuntura, o desembolso teve aumento de aproximadamente 1.420% nesse mesmo período, de R$ 278 mil para R$ 3,9 milhões.
Para o presidente da Associação Brasileira de Acupuntura, que oferece cursos na área, Evaldo Martins, o baixo custo da técnica milenar chinesa, que usa agulhas, e a rápida recuperação do paciente contribuíram para a expansão da prática no SUS. O atendimento é feito, na maior parte dos casos, em postos de saúde e nos Núcleos de Saúde da Família por médicos especializados ou acupunturistas.
Ele critica entretanto o projeto de lei conhecido como Ato Médico - que dispõe sobre as atividades privativas da profissão - e prevê prejuízos na prestação dos serviços à população se a proposta virar lei. Segundo ele, estima-se que existam 30 mil acupunturistas no país, sendo apenas 25% médicos.
Alguns profissionais de saúde também divergem sobre o projeto sob alegação de que procedimentos, atualmente desempenhados por outras categorias, se tornarão exclusivos dos médicos.
Para a coordenadora Carmen De Simoni, a tendência é de crescimento no número de consultas e o projeto não será um obstáculo a essa ampliação.
“Acredito que todas as categorias de saúde tenham o que aportar ao cuidado em saúde e também acredito que a categoria médica é muito relevante, tem muito a contribuir, assim como a fisioterapia, a biologia e a enfermagem e as 14 categorias da saúde. Não vamos ter nenhum tipo de redução [na prestação do atendimento alternativo] por aprovação de algo tão esperado como a lei de exercício de uma categoria profissional”, afirmou a coordenadora.
O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados, em outubro passado, e volta ao Senado para votação.
CEE recomenda reprogramação do currículo escolar
O Presidente do Conselho Estadual de Educação, Arthur Fonseca, recomenda a reprogramação do currículo escolar para compensar a prorrogação devido à gripe suína, mais detalhes com Patrick Santos, repórter e apresentador da Jovem Pan Online.
“Todos pela adequação do currículo em épocas de interesse
público ou em tempos de responsabilidade”.
Em 04 último passado, em nosso primeiro artigo deste Blog escrevemos:
“Agora, depois de reconhecer que mesmo as crianças não sendo consideradas como grupo de risco para a nova gripe, elas estão no grupo de “pessoas em ambientes aglomerados” e que as escolas são locais de maior número de mulheres as quais estão no grupo de risco de vida, eles falam na legalidade do ato de suspender as aulas e da necessidade de reposição dos dias suspensos para que se atinja os 200 dias letivos constantes da LDB – lei de diretrizes e bases que rege a educação em âmbito nacional. Aqui temos nova ausência da consciência coletiva dos dirigentes da burocracia educacional. Agora sobre o calendário escolar. Este será o novo assunto deste novelo que se desenrola em nossa consciência e que não dá mais para ficar embaixo do tapete. É muita poeira prá pouco espaço!”
Será que o CEE través do seu presidente reconheu também que quantidade de dias letivos não é sinônimo de qualidade? Que bom que mesmo no meio de um pandemia o CEE tenha que reconsiderar sobre a qualidade do ensino. Que bom!
Profª Geanete
