Ainda tenho muito que caminhar e avançar no registro das minhas análises e conclusões do valor desse conhecimento e dissiminá-lo a todos, seres comuns da sociedade. Posso dizer que o objetivo de melhor nos conhecermos e re-conhecer os que estão ao nosso entorno é o de aceitarmos as boas características de cada um dos Biotipos, minimizando as menos interessantes e nos harmonizando ao saber que somos complementos um dos outros, assim como os elementos da natureza. O mais importante em meus estudos foi detectar que em todos os espaços do nosso dia-a-dia podemos ter esse olhar: dos pais aos professores; das chefias aos funcionários; dos médicos, terapeutas holísticos, psicólogos, fisioterapeutas, psicopedagogos ... aos seus clientes. Assim, meu olhar se volta a essa área: do relacionamento humano quer familiar, social e/ou profissinal. Reafirmo que tento entender e divulgar os conceitos da biotipologia alinhando e aplicando-os no entendimento do nosso relacionamento nesses diferentes espaços do nosso cotidiano.
Algumas pessoas, não muitas, nos tem perguntado sobre o porquê de reconhecermos as pessoas como pertencentes a um Biotipo – tipo humano.
Devo esclarecer que algumas pessoas perguntam, muitas outras passam desapercebidas ao tema e inúmeras não escutaram ou leram alguma informação sobre o Estudo dos Tipos Humanos – Biotipologia.
Então, aqui vamos a uma pequena consideração sobre o tema: Biotipologia - estudo dos tipos humanos.
A comparação entre grupos de pessoas com o elementos fundamentais da natureza estão para o homem desde a Grécia antiga até a moderna Europa, quando fomos comparados ao Ar, à Terra, à Água e ao Fogo.
E eu só tomei contato com esses estudos esparsos e difusos nos dois continentes opostos em suas filosofias, porém, berço das duas grandes civilizações, a Ocidental e a Oriental, quando quase com 5 décadas de vida e por motivo de doença interessei-me pela filosofia tradicional chinesa.
Na filosofia tradicional chinesa, base da sua medicina tradicional - MTC, somos em todas as fases da nossa vida comparados aos elementos e movimentos da natureza. Esse re-conhecimento milenar é aplicado para a harmonia do reino animal com os reinos vegetal e mineral e para que todos fiquem em harmonia com o Universo – Tao.
Assim, por exemplo, na Filosofia Tradicional Chinesa eu sou comparada às características do elemento Água e com seus movimentos na natureza tanto em seu nascimento, crescimento como dominações. Essa apaixonante teoria nos levou a buscar como ela poderia ser um pedaço do espelho do Universo presente em todo o planeta (esse pensamento de que as verdades do Universo estão presentes em todo o planeta como que em todas as partes de um espelho partido foi compartilhado pela amiga Olga). Quero dizer com isso que passei a procurar como os diferentes conceitos de uma mesma teoria, a dos “Biotipos”, é reconhecido e aplicado no Ocidente.
O caminho foi dificil, ainda é. Há pouco registro por aqui, não consegui ter acesso às bibliografias específicas e penso que essas dificuldades são decorrentes da interpretação muito que restrita quanto ao campo de aplicação dos conceitos, ficando restritos às áreas médicas e/ou terapêuticas.
Interessante que concomitantemente às minhas pesquisas, registros e interpretações de textos aqui e ali encontrados, alguns terapeutas reconheceram essas informações como aplicáveis no campo da reorganização energética dos nossos corpos físicos e mentais e passaram a utilizar e divulgar, também de forma difusa, os conceitos sobre os Biotipos, focando, porém, como fator de realinhamento energético com a “Alimentação” específica a cada um dos biotipos.
A Biotipologia é ainda um campo de estudo e aplicação muito restrido à área terapêutica. Os conceitos da filosofia tradicional chinesa se fundem com alguns conceitos hipocráticos, encontram eco na homeopatia e caminham pela medicina biológica na Alemanha. Mas não se aprofunda e não se instala na área da psicologia que abrange tantas outras áreas humanas como as de relacionamento e auto-conhecimento.