O sutil do Biotipo
por Ge-silícia
O sutil do Biotipo
Ontem, fui ao hospital do Servidor Público do estado de SP. Vocês conhecem lá? Já foi um dos maiores hospitais da América Latina. Hoje não sei se ainda é?
Ele é extremamente interessante em sua estrutura exterior. Ao chegar você se sente em um ambiente ameno, acolhedor. Seu ?quintal??? arborizado com árvores de mais de 40 anos lhe confere, no mínimo, um ar de quem está ecologicamente correto.
O saguão principal, um grande espaço com enormes colunas e piso de ? fiquei em dúvida se são de mármore, lhe dão imponência para a década de 60, a mesma imponência de um biotipo Fosfórico ou da constituição forte de um Sulfúrico. Parece demonstar que os servidores públicos por serem públicos deviam ser bem tratados para tratarem bem seus patrões: os munícipes. Neste saguão, você sempre encontrará uma exposição de quadros, de livros, de artesanato ou coisa do gênero. Ali, é o espaço que lhe anuncia que o hospital não deve ser um espaço frio onde você chega prá morrer, mas sim para se recuperar dos transtornos físicos que lhe afligem.
Se quiser, antes de se conduzir ao destino que sua doença lhe levará, você pode tomar um café, um suco, comer um filé com fritas – como médico gosta dessas coisas, carne e fritas! –
Se nada disso você fizer porque não é o doente, mas sim está acompanhando um paciente com um mal não identificado, de aparência grave, provavelmente, você vai ter que enfrentar o PS. Lá, as imagens são menos corretamente ecológicas.
A ecologia não sabe como respeitar as dezenas de idosos esquálidos que lá chegam sob o braço da família. Sim, da família. Dependendo da gravidade, o paciente chega sob o manto da proteção familiar de no mínimo duas pessoas. Periquito e cachorro? Não, estes não entram.
Você acomoda seu paciente em um banco, ou numa cadeira de rodas ou mesmo numa maca. Sim. Literalmente você. E se um friozinho da manhã não atípica de inverno predomina e você é do biotipo prevenido, você cobre seu paciente com a manta que lembrou de trazer de casa após experiências anteriores. Alguma vez você ficou sentado esperando os resultados dos exames e/ou a definição do quadro clínico de quem acompanhava por umas 10 horas ou quem sabe até atravessou alguma noite a espera da melhora de quem acompanhava para ver se ele iria ou não voltar prá casa?!
Como ali vou ficar muitas horas, é um bom lugar para ir me distraindo com a identificação dos Biotipos lá presentes. Uma mania que me distrai em momentos de incômoda espera como em fila de banco, de INSS, de supermercado… Opa! que mentira, nem vou mais a supermercardos ou shoppings! Começo a silenciosa verificação.
Os velhinhos esqualidos deitados, normalmente de barriga prá cima ou encolhidinhos de lado?parecem ser de dificil identificação. O máximo que posso ver é que os que estão de lado e encolhidinhos mesmo que de biotipo Yang, nesse momento estão extremamente Yin, não só pela posição de lado e encolhida, como pela própria demonstração de uma doença em fase muito adiantada onde o Yang já se apresenta desconectando do paciente.
Ele está com dores crônicas, frio, encolhido, esqualido. É o Yang se esvaindo no Yin.
Os acompanhantes Yang ( Fosfóricos e Sulfúricos ) estão meio que entre inquietos e agitados buscando informações mais rápidas. Mais falantes, muitas vezes todos notam suas presenças por reclamarem e xingarem os atendentes que lá estão, caso seu paciente não seja mais prontamente atendido.
Em algum canto, porém, noto várias pessoas, como eu, a tudo observarem e a tudo acompanherem sem se pronunciarem no grupo, muitas das vezes nem nas duplas. Apenas com ar complacente, olham. Estes, há exceções, são como eu do biotipo Silícia ou do biotipo Calcárea carbônica. Uns estão em silêncio porque acham vergonhoso tanta balbúdia, os silícias, e os carbônicos porque é mais cômodo esperar que outros tomem a frente das reclamações.
Alguns, aproveitam esse dia que se não fosse trágico pareceria o de uma grande festa, para se fartarem de lanches, doces e coca-colas enquanto esperam e passam tão “alegre” dia nos corredores de espera do PS. Estes, salvo os momentos, são famintos Calcáreas ou Sulfúricos. Afinal, como passar da hora do almoço sem o almoço?!
Como tenho acompanhado minha paciente, a mãe, por várias vezes nesse estratégico PS onde todos, doentes e acompanhantes, ficam em um corredor transformado em sala de espera com ar asfixiante nos dias de Verão ou com frio cortante nas manhãs de Inverno, passo o tempo observando.
São, nomalmente, Sulfúricos com diabetes adiantada. Podemos ver isso em suas pernas com enormes feridas ou dedos enegrecidos pela falta de circulação ou mesmo com já partes amputadas? O que dói ver é alguém que lhe traz um lanche feito da mais pura farinha branca com algumas folhas dentro como se isto fosse consertar o erro de seu pâncreas que já não supre seu corpo com insulina por tanto açúcar e farinha que já comeu na vida ou por seus pais ou avós lhe terem deixado essa herança.
Outros, com doenças respiratórias, muitos Fosfóricos com deficiência na troca de energia entre Rim e Pulmão também afetadas pela energia Fígado deficiente, muitas vezes por causas endôgenas ou exôgenas como a não aceitação do dia-a-dia com calma e tranquilidade. O nervoso, a ansiedade, as gorduras estão detonando o Fosfórico e ele detonando os que estão ao seu lado com sua ira.
É uma sinfonia de biotipos, de casos, de semelhanças, de caminhos iguais quanto às doenças mais carcterísticas de um mesmo grupo de biotipos.
Mas os que lá estão ainda nem desconfiam que existe um caminho lógico que em quase sua totalidade passa por mesmas fases de envenenamento tóxico do organismo, o caminho dos Biotipos reconhecido e estudado pela Homotoxicologia.
A medicina alopática departamentalizada pode estar perdendo a chance de melhorar a qualidade de atendimento e de sobrevida dos seus pacientes com a aplicação do conhecimento lógico do envenamento tóxico de cada um dos grupos de Biotipos.
Então, todos tomam coca-cola, filé com fritas e muito catchup prá adoçar nosso pâncreas. E viva a igualdade! Se assim querem, caminhemos mil anos atrás do ecologicamente correto.
Continuem servindo café com leite, pão e manteiga no café da manhã aos seus pacientes. Arroz, feijão, carne e batata no almoço e para acompanhar um copo de groselha, todos os dias, e ?
Viva o ?super size me???! A dieta do palhaço.
Assistam, se tiverem paciência, a esse documentário?
Ge - silícia

