Procedimento de Acupuntura pelo SUS cresce mais de 120%

Amigos terapeutas, leiam após meu texto a notícia abaixo publicada hoje na UOL.

Há tempos atrás fiz uma análise com os amigos terapeutas mais próximos que o futuro das Terapias Alternativas: legalização e acesso a todos, conforme artigo abaixo seria o futuro em nosso país.
Fico contente com que isso esteja acontecendo bem antes do que previa. Por certo, continuarão clinicando alguns papas das Terapias Alternativas que já têm uma clientela fiel, normalmente das classes sociais mais altas.
Sei também que infelizmente muitos de nós que ainda não tínhamos clientela formada talvez percamos o campo de possível atuação. Porém, como socialista que sou, não posso deixar de reconhecer que por certo já temos muito mais pessoas das classes populares frequentando e se beneficiando da ciência contida nas Terapias Alternativas do que podiamos imaginar.
Não me iludi em poder me especializar e atuar na área terapêutica com as especialidades de Acupuntura, Homeopatia e Florais não tendo formação oficial em algumas das áreas da saúde já reconhecidas como pré-habilitação ou requisito para o exercício de Terapêutica Holística.
Ao fazer cursos livres na área das Terapias Alternativas, sempre, apesar de ter me dedicado ao máximo neles, falava sobre a necessidade de termos Faculdades e/ou Universidades reconhecidas e regulamentadas para a formação acadêmica de Terapeutas.
Ainda sonho com essa realização e, possivelmente, quando ela acontecer serei uma de suas primeiras alunas apesar das minhas décadas de vida.
Sim, sim, já temos alguns cursos funcionando em determinadas instituições, mas ainda não são Universidades totalmente voltadas às terapias alternativas com formação totalmente adequadas ao que se propõem.
De qualquer forma foi preciso que muitos terapeutas se arriscassem por mais de três décadas para que a considerada comunidade científica do país reconhecesse as milenares técnicas como científicas e até a pleiteiem para si.
Homenagens a esses dedicados Terapeutas, precursores da saúde holística no país.
Mas esse foi um caminho. Um caminho que, iclusive, o atual governo ousou acreditar e transformar em lei.
O Brasil é mesmo um país surpreendente. De altos e baixos. Mas realmente interessante. Geanete

UOL/Ciência e Saúde 05/01/2010 - 11h42
Da Agência Brasil

Dados do Ministério da Saúde revelam aumento no número de procedimentos de medicina não convencional (acupuntura, homeopatia, plantas medicinais e fitoterapia) no Sistema Único de Saúde (SUS). De 2007 para 2008, as consultas de acupuntura, por exemplo, cresceram 122,7% , passando de 97.240 sessões para 216.616.

No caso das práticas corporais, que incluem tai chi chuan e lian gong, o crescimento foi de 358% nos últimos três anos, de acordo com o ministério.

A coordenadora da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), Carmen De Simoni, aponta três fatores para a expansão da medicina não convencional dentro da rede pública de saúde: a criação da política, em 2006, que incluiu procedimentos antes não existentes no SUS ou ainda pouco utilizados, a divulgação das práticas visando acabar com o estigma em relação à medicina não convencional e o incentivo aos profissionais para a adoção desses procedimentos.

“Houve estímulo aos profissionais que já estavam no SUS, que são homeopatas e acupunturistas, a colocarem à disposição do sistema esse conhecimento”, disse a coordenadora à Agência Brasil.

Além disso, o governo federal aplicou recursos maciços na ampliação da medicina alternativa. Na homeopatia, o investimento saiu de R$ 611,3 mil, em 2000, para R$ 2,9 milhões, em 2008, incremento de cerca 383%. Em acupuntura, o desembolso teve aumento de aproximadamente 1.420% nesse mesmo período, de R$ 278 mil para R$ 3,9 milhões.

Para o presidente da Associação Brasileira de Acupuntura, que oferece cursos na área, Evaldo Martins, o baixo custo da técnica milenar chinesa, que usa agulhas, e a rápida recuperação do paciente contribuíram para a expansão da prática no SUS. O atendimento é feito, na maior parte dos casos, em postos de saúde e nos Núcleos de Saúde da Família por médicos especializados ou acupunturistas.

Ele critica entretanto o projeto de lei conhecido como Ato Médico - que dispõe sobre as atividades privativas da profissão - e prevê prejuízos na prestação dos serviços à população se a proposta virar lei. Segundo ele, estima-se que existam 30 mil acupunturistas no país, sendo apenas 25% médicos.

Alguns profissionais de saúde também divergem sobre o projeto sob alegação de que procedimentos, atualmente desempenhados por outras categorias, se tornarão exclusivos dos médicos.

Para a coordenadora Carmen De Simoni, a tendência é de crescimento no número de consultas e o projeto não será um obstáculo a essa ampliação.

“Acredito que todas as categorias de saúde tenham o que aportar ao cuidado em saúde e também acredito que a categoria médica é muito relevante, tem muito a contribuir, assim como a fisioterapia, a biologia e a enfermagem e as 14 categorias da saúde. Não vamos ter nenhum tipo de redução [na prestação do atendimento alternativo] por aprovação de algo tão esperado como a lei de exercício de uma categoria profissional”, afirmou a coordenadora.

O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados, em outubro passado, e volta ao Senado para votação.

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