Indignação em dose dupla. Ou tripla?
por Ge-silícia
Hoje, no momento próprio a minha capacidade produtiva e que deveria ser de todos os que ainda estão minimamente conectados ao que é natural – próprio aos seres viventes? um parênteses: quando tiverem oportunidade leiam o livro ?Apague a luz??? e tomem conhecimento do que estamos nos fazendo ao nos desconectarmos do natural. Verifique como foram programadas nossas células da visão quanto à hora de dormir e de acordar.
Mas voltando ao tema.
Neste momento propício ao ato refletido, abro minha caixa de correspondência e trombo com uma chamada à consciência pública sobre o enriquecimento ilícito dos bancos ou dos banqueiros(?) através de um vídeo com o pronunciamento feito pela jornalista Miriam Leitão sobre o possível engavetamento do roubo público do Plano Bresser.
O título do e-mail, a indignação em dose dupla, é que está sendo contestado por mim ou não contestado, mas sim discutido.
Vejam, o 2 é o 1 desdobrado, assim:
Do 2 surge o 3 e do 3 surgem 10.000.
Desse conceito energético, hoje fundamento da física quântica, existe o homem entre o céu e a terra, também fundamento da MTC ? medicina tradicional chinesa.
Se você aplicar esse conceito energético de transformação e de transmutação, você estará vendo as coisas e/ou acontecimentos de acordo com as leis do Tao ? Yin/Yang não são opostos, são complementares e cíclicos entre si. É natural então que estejamos indignados em dose tripla para darmos realmente a resposta que os banqueiros, legítimos representantes do capitalismo, devem ter.
Só a indignação em dose tripla levou estudantes e trabalhadores reinvindicarem o fim dos governos ditatoriais em décadas passadas nas Américas.
Só a indignação em dose tripla tem levado pais, familiares, amigos e solidários às ruas, ainda que só em momentos de dor profunda, reinvidicarem uma sociedade menos sanguinolenta ao prantearem publicamente seus ?mortos??? pela violência daqueles que são produto dos mesmos lucros desmedidos do capitalismo sem fronteiras.
Só a indignação em dose tripla para movimentar e acordar os que dormem em berço esplendido achando que tudo que está ao nosso redor é por culpa do outro, do vizinho, sem perceber que também está em si o poder de fogo.
Imaginem um consciência coletiva, desenvolvida pela geração em cadeia do 2 em 3 e do 3 em 10.000 usuários de cartões de crédito, de empréstimos, de ?facilidades financeiras???? retirando essas facilidades das mãos dos banqueiros? Como será que eles fariam sem os juros de seus cartões, de seus cheques especiais, de seus empréstimos pessoais?
Ah, como nós faríamos? Essa é a solução de milhões, não só minha. Se tenho a resposta? Com certeza, sim?a minha.
Mas a resposta não é individual e nem de graça? ela é produzida pela indignação em dose tripla que se transforma em consciência – ato de reconhecer, tomar ciência, saber, sentir. Assim como Lao Tze disse: ?O Tao não se define, se sente, se sabe???.
Banqueiros não se abalam, não têm indignação nem em dose dupla e nem em dose tripla. Apenas tomam conta do que é seu e do nosso.
O sistema não iguala, estratifica.
Pena não poder ter iniciado o dia com mais um poema de amor?
Mas estamos precisando de muitos poemas que consigam colocar prá fora e prá dentro das pessoas rasgos de indignação transformados em atitudes de indignação não contra, mas a nosso favor.
Tenham um bom dia vivendo o Tao e no Tao.
Ge-silícia

