Esta é Sulamita. Como tantas outras jovens de sua idade, 32 anos, por hora não estava suportando a carga que a sociedade atual lhe impôs: ser mãe, ser bonita, ser culta, ser independente, ser simpática, ser confiante sem ser arrogante, ser…ser…ser!
E, então, se não dá prá ser tudo que os outros esperam que seja, há de haver uma saída. Um psicológo ou um psiquiatra para receitar uma pílula prá dormir e outra prá acordar, uma cápsula para o controle do peso e outra pra remineralizar. Parece uma boa saída. Mas com o tempo as pílulas deixam de preencher o vazio que esta sociedade perturbada deixa em muitas mentes e corações que a ela não se adaptam.
Mas poderá haver outros caminhos… alguns ligados às artes, outros às ações humanitárias ou mesmo políticas. Porém, à Sulamita indicaram um caminho milenar, o da crença no poder divino.
Em poucos dias passou de menina escultural a mulher fiel. E em sua fidelidade à força Universal que muitos chamam de Deus, pai do filho e do Espírito Santo, voltou-se para cumprir seu papel de fiel. Fiel às dores do mundo, fiel aos clamores dos desprovidos e fiel a si, novo ser despojado dos costumes do seu tempo.
Sulamita despojou-se tanto de si que ultrapassou a linha da consciência adquirida e herdada para uma nova consciência sem passado e sem futuro, só o presente orientado pela luz da fé nos Montes. Fé das ilusões sobre um novo mundo, um novo Planeta, onde a fidelidade a Deus é o único caminho possível diante de tantas tragédias com que os jovens deste nosso Brasil de tantas mentiras se deparam.
E numa tarde de mentiras – 16/09/2010, nossa amiga e menina Sulamita subiu ao Monte do parque Selecta, aqui em São Bernardo do Campo de onde ainda não retornou ou se retornou ninguém sabe, ninguém viu.
Aguardamos o retorno da Sulamita. O seu retorno real à realidade não tão promissora quanto às promessas do pastor que vende a “fidelidade” de Deus por poucas moedas e uma nota da cor do ouro, cor da ligação, da arca de Noé, que o ouro representa – palavras do pastor-, a nota de R$ 20,00.
Seu retorno não tem preço, não tem fidelidade, não tem futuro certo com firma reconhecida. Tem apenas o apreço dos que a querem com suas qualidades e defeitos. Apenas a amam. Em sual volta, Sulamita, não haverá necessidade de dízimos, apenas de compromisso com a vida em suas fortunas e infortúnios. E se formos parte do seus infortúnios, você terá que reaprender a transmutar e transmutar o mal em bem, o ódio em amor, a desconfiança em confiança, a morte em vida. Que seu retorno seja pródigo!
A Sulamita. De Geanete